Como se Tornar Um Milionário do ZERO – Blog Quero Ficar Milionário

Como se Tornar Um Milionário do ZERO

 

Se estiver disposto a acelerar a busca pelo milhão, o poupador pode assumir uma dose maior de risco. O caminho é dedicar fatia generosa de seu dinheiro ao mercado de capitais, analisando empresas com maior potencial de crescimento, e manter sangue frio diante da montanha-russa da bolsa de valores.

— Os investimentos mais agressivos são indicados aos jovens, que têm tempo para recuperar eventuais perdas e ainda não possuem tantos custos — aponta Eduardo Glitz, diretor de produtos da XP Investimentos.

Para quem se aventurar na bolsa de valores, é importante reinvestir os rendimentos e buscar uma carteira de ações variada (composta por papéis de grandes e pequenas empresas, com alto potencial de ganho). É recomendável manter parte das aplicações na renda fixa (pelo menos de 40% do patrimônio financeiro), para dar alguma segurança para situações de emergência.

O maior sacrifício é deixar de lado os pequenos prazeres do dia a dia — como aquele chope com os amigos no final do expediente e restaurantes caros com a namorada — para acumular patrimônio. Jovens que fazem essa escolha estão convencidos que R$ 1 milhão na conta traz conforto e perspectivas invejáveis.

Correndo por fora

Dedicar parte da renda para mestrado, doutorado e MBAs pode acelerar o caminho para o R$ 1 milhão, apressando o crescimento profissional. Pesquisas mostram que cada ano de estudo se reverte em um aumento salarial de 15%. Ou seja, é vantajoso dedicar parte do rendimento à qualificação profissional.

O poupador que sempre guarda uma parte do salário pode chegar longe, principalmente se engordar as economias com bonificações e rendas extras. O objetivo do poupador de meia idade pode ser a compra de uma casa nova ou a abertura de um novo negócio, por exemplo, que o permita demitir o patrão.

— O importante é saber exatamente em quanto tempo se quer chegar ao primeiro milhão e qual quantia se consegue guardar a cada mês. O passo seguinte é encontrar as aplicações que conduzam a esse objetivo — afirma o educador financeiro Mauro Calil, fundador da Academia do Dinheiro.

Quanto mais se economiza no dia a dia, mais se consegue guardar, lembra Calil. Por isso, recomenda-se colocar todos os gastos no papel e reduzir cada um de 10% a 15%. Se o gasto com roupas e calçados for de R$ 300 por mês, por exemplo, e for cortado em 10%, a economia em um ano será de R$ 360. Se a regra for replicada para outras despesas, o resultado será uma poupança cada vez mais gorda.

Especialistas recomendam diversificar as aplicações: colocar 20% em renda variável e 80% em renda fixa, como CDBs (que ficam atraentes quando pagam mais de 95% da taxa DI, o equivalente a 10,2% ao ano), títulos do Tesouro Direto e fundos de investimento com baixas taxas de administração (abaixo de 1%).

– Bolsa é para quem tem coração forte. Embora seja focado no longo prazo, o Ibovespa não tem conseguido bater a renda fixa, por exemplo.